quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O Overmundo como parâmetro de uma crítica digital?
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Amante
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Diacronia / Sincronia
Pizza
Nascimento em Paradoxo
Quando o cinetoscópio não conseguiu mais expandir mercado, Edison lançou o vitascópio, uma invenção britânica com a qual teve contato numa de suas viagens pela Europa, mas que nos Estados Unidos registrou em seu nome. No início do século XX, Thomas Edison era famoso por solicitar e revisar pedidos de patentes sucessivamente negados de modelos de captação e projeção até serem aceitos. Pegava a invenção de estrangeiros, mudava pouca coisa e registrava como invenção sua. Aí que vem sua importância. O passo seguinte era entrar, apoiado por tribunais federais, com processos judiciais contra seus competidores norte-americanos. Desta forma, em 1907, praticamente todos os envolvidos no ramo cinematográfico estavam subordinados a sua empresa, tendo que pagar por qualquer uso de câmeras e projetores. Há registros de produtores independentes que, sozinhos, foram processados 289 vezes. Além disso, a Edison Trust pegava filmes de Meliès e outros cineastas europeus e copiava sem constrangimento, afinal a lei de direitos autorais para filmes só entrou em vigor em 1912 - ano em que Edison perdeu o apoio dos tribunais e terminou abandonando o ramo do cinema depois de um incêndio em sua empresa.
Em Nova York, os que conseguiam se firmar como independentes usavam de qualquer galpão ou armazém como lugar de exibição, entretanto, além do receio das batidas policiais, tinham dificuldade de conseguir filmes, precisavam contactar independentes de outras cidades, especialmente Chicago, passaram a também produzir filmes, teriam que pagar patente pela câmera, chegaram a tentar usar câmeras européias para conseguir fugir da fiscalização, mas ficaram insatisfeitos com os resultados. O esquema era complicado e arriscado e fazia com que boa parte dos independentes desistissem da aventura. Não todos. Uma solução encontrada por um grupo de empresários foi procurar locações distantes – e nessa busca, a Califórnia se mostrou particularmente atraente por ter sol o ano inteiro, sem as instabilidades climáticas de Cuba e da Flórida, além de possuir próximos diferentes possibilidades de locação: praias, desertos, montanhas.
Se a repressão funcionou para consolidar a maior indústria cinematográfica da história, também foi através da repressão enquanto ferramenta que ela conseguiu se expandir mundialmente. A primeira preocupação dos empresários era a de elevar o cinema para a classe média, sem perder a já conquistada classe operária, apostando na diversidade de produtos por classe e investindo, seguindo os passos do teatro, na construção de estrelas. A primeira guerra mundial foi essencial para a expansão dos filmes norte-americanos, não só porque o presidente Woodrow Wilson já antevia que ‘onde chegassem os filmes norte-americanos, chegaria a cultura norte-americana’, mas especialmente porque a guerra rompeu os elos entre a Europa e seus mercados, deixando o caminho mais favorável aos Estados unidos. A criação da Motion Pictures Producers and Distributors of America, em 1922, consolidou juridicamente para Hollywood um passo dado por Edison em 1907, se firmando como principal responsável pelo modelo de negócios vinculado ao poder das grandes produtoras e de um amplo controle norte-americano do mercado de distribuição mundial.
Ufa, que texto mais sério.
Dados
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
não.
não viver como o pombo que se alimenta de migalhas de pão, soltas diariamente por dedos rugosos que jamais irão acariciá-lo; dedos que continuam a mórbida jornada de alimentação para que a ave permaneça por perto, decorativa e passional, ao ponto de não sentir vontade de voar.
não.
não viver como o coelho que se sente na obrigação de ajudar o caçador ferido e que logo se culpa por não ser capaz de trazer um peixe, como fez o urso, ou de trazer um tatu, como fez a raposa, se lançando à fogueira como única forma possível de contribuir e superar sua condição.
não.
Cafuçu
domingo, 27 de setembro de 2009
Filmes de Infância: A Fortaleza (Austrália, 1986), de Arch Nicholson
À Deriva (Brasil, 2009), de Heitor Dhália

A começar, fui assistir À Deriva partindo da curiosidade em continuar acompanhando uma trajetória obra a obra e, de fato, temendo encontrar um diretor absorvido pela lógica de filmes-mundo, ou seja, dos filmes que já não possuem referência geográfica alguma e que mantém uma relação de produção internacional ao ponto de serem consumidos quase sem ruídos idiossincráticos para além-mar. Heitor Dhália fez algo longe disso: e o fez apesar de ter o risco em mãos, de tomar o âmbito familiar como objeto, tema universal por excelência, e de já saber, como um garoto não ingênuo, da natural repercussão que o filme tomaria fora do país por conta do esquema de produção, financiado pela Universal Pictures, e dos atores Vincent Cassel e Camille Belle. Conseguiu materializar, talvez, o que Krzysztof Kieslowski disse uma vez quando questionado sobre ir para França e perder a vertente do cinema nacional de seu país, a Polônia: não faço filmes poloneses, faço filmes como dor de garganta e dor de garganta as pessoas têm no mundo inteiro. Só que o significado da dor e da garganta se modifica a cada canto.
Particularmente, vejo À Deriva e penso nos coqueiros tortos pela ação do vento, nos objetos da casa de praia, nas cadeiras confortáveis para abrigar o corpo molhado, nas redes e sofás, nas roupas, na pouca roupa e em colocar a mesa no jardim. Vejo tudo isso através de uma fotografia que coloca a luz do dia como uma luz etérea, que pende entre a coloração do nascer e do pôr do sol, despertando um caráter não urbano e nostálgico que nos remete ao 'ser criança' durante a década de oitenta. E o que falar das longas temporadas na praia, das amizades e brigas monçônicas que não duram mais que um verão, de passar o dia inteiro na piscina, comer churrasco, de todo esse universo que nos distancia da arquitetura do cotidiano. Ainda mais quando somos crianças e estamos apenas aprendendo a se portar dentro do cotidiano. Há um pressuposto de paraíso idealizado, mas que habitado por homens, nos conduz, em fraturas, de volta ao mundano.
Nesse cenário, acompanhamos, através dos sentimentos da filha mais velha, a adolescente Filipa, a putrefação do relacionamento de um casal, que além de Filipa, possui dois outros filhos. Antes de mais nada, li algumas críticas que colocaram a interpretação de Laura Neiva quase como se a garota fosse uma tábua lisa sem expressão. Discordo e acho até meio cruel, não fazendo apologia à condescendência, mas porque gosto muito do tom da personagem: somos obrigados a seguir o mundo por seus olhos, olhos truncados, mas para nós, espectadores, não parece ser uma tarefa tão fácil, afinal ela empreende uma estranheza em sua personagem, que não nos aproxima dela, pelo contrário, nos deixa confusos porque nem sempre entendemos suas motivações. A dubiedade de tal comportamento se encaixa perfeitamente no corpo de menina-mulher, na encruzilhada de ser vista como criança graças a cegueira do amor paterno e vista como mulher sensual pelos impulsos dos rapazolas da rua. Filipa não se decide em qual caminho seguir, brinca e sente desejo. A cena final é marcante, spoiler, com ela saindo do barco onde teve sua primeira experiência sexual, sob os olhos do homem que a possuiu, e encontrando o pai, que pega a filha nos braços e a lava na água do mar. É de um poder simbólico imenso. Há um confronto natural entre o conforto dos braços do pai e a curiosidade pela errância juvenil.
Dentro disto, só acho que a escolha de Cauã Reymond para o elenco estremeceu um pouco a seriedade do filme(ao contrário de Débora Bloch que só fortaleceu), porque, sinceramente, ficou parecendo uma viagem de princesa para Laura Neiva: ela, uma desconheida; ele, o galã do momento. Devia ter achado o garanhão no orkut, assim como fez com a garota. Por sinal, Laura Neiva me ganhou a priori por, algo já recorrente no cinema brasileiro contemporâneo, risco e força de usar não-atores como atores pela primeira vez, tirando de seus olhos a grandeza de quem nunca passou por aquilo, algo que não consigo desvencilhar historicamente de Robert Bresson, fazendo com que Pickpocket (França, 1959) bata forte na cabeça. De certa forma, estamos sempre vivendo pela primeira vez, fazendo com que esta escolha, de modo geral, estimule os espectadores a buscarem em suas lembranças uma vida que se faz de momentos: a respiração presa e o frio na barriga de ver/ouvir seus pais brigarem e o peso, fascínio e medo que uma arma nas mãos pode dar. Outro filme que me invadiu durante À Deriva, foi O Mensageiro do Diabo (EUA, 1955), de Charles Laughton, por sustentar o terror basicamente ao brincar com o medo, universal, de perder os pais, a família, medo que lhe acompanha até o dia que acontece, mas que quando criança pode vir a ser uma espécie de quintessência do temor. Durante a infância, escutamos histórias distantes que aconteceram com alguém que não conhecemos e tememos, em urgência, coração disparado, que elas aconteçam conosco no próximo passo.
O filme recria cenas que são fortes para o imaginário de qualquer pessoa, afinal todos vivemos a instância filho, e se por um lado existem situações-limite que nos prendem o ar pela sua dimensão megalomaníaca, vem na cabeça filmes-catástrofe, Heitor se usa de momentos intimistas em dimensão micro que geram a mesma reação. O que para uma criança pode ser mais assustador que ver a mãe chorando? O que pode ser mais terrível que acordar e encontrar a mãe bêbada desmaida no chão da sala? O que pode ser mais incômodo que descobrir que o pai trai a mãe? Dada a recorrência em novelas, e o filme é sim um belo dum melodrama, tais situações podem parecer repetitivas e esvaziadas de fulgor, mas acredito que o cineasta conseguiu o grande feito de desbanalizá-las graças a um tratamento de especial sensibilidade. Enquanto nas narrativas fáceis, tais situações são sensacionalizadas, em À Deriva são simplesmente mostradas, parecendo recolocá-las em seu devido lugar do cotidiano, rememorando a força que existe instrinsecamente. Há uma emersão de memória violenta, fazendo de uma suposta história banal de traição, um drama pesado graças ao olhar pessoal que é impresso na confusão e conduta da personagem principal. Tanto que, spoiler, a sua obsessão pela traição do pai, chegando a espiar várias vezes a transa dele com a amante, nos deixa alheio por um tempo para o fato de que a separação está se consumando não por isso, atitude já aceita pelo casal, mas porque a mãe também traiu e está decida abandonar o lar.
Por fim, só queria reconhecer que pensando na trajetória de Heitor Dhália, pensando em Nina, que não é uma surpresa, mas que reconheço como um bom primeiro filme, e O Cheiro do Ralo, que me mostra uma maturidade artística imensa, ao final de À Deriva fico com a sensação de que temos nele um cineasta pronto, não tateante no que quer e no que consegue realizar, que domina as escolhas, que sabe como serão os cenários a partir de uma rememoração afetiva. Esperarei pelo próximo e 'crítica-cabeça' dizer que "Dhalia queria ter feito um ensaio de Laura Neiva para a Capricho, e não um filme" ou que "Ele faz o mar parecer de água doce, pois só filma o que já foi filtrado" é um pouco demais, não?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Dissertando 2
Apesar de supostamente antagônicas, ambas as frentes só se fazem funcionais se lançadas de maneira simbiótica, afinal, decifrando o “hieroglifo social” (MARX: 2006, p. 96), percebemos que a negação se firma como uma negação domesticada, que acolhe as insatisfações – e finge satisfazê-las – afim de neutralizá-las. Trata-se de um modus operandis tão complexo que consegue confundir estatutos aparentemente contrários: o da absorção enquanto recurso capital e o da mudança real no âmago sociocultural. É por meio desta máscara que se confunde com rosto que as diferenças são exibidas “livres de tudo aquilo que as impregna de conflitividade” (BARBERO, J. M. : P. 250), que a culpa burguesa esparrama assistencialismo ineficaz, que transgressões simples são permitidas fazendo com que a inépcia humana se passe por transformação.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Dissertando
Portanto, o motivo de se empenhar na construção de uma sessão autônoma e de refletir sobre os caminhos alternativos para distribuição de filmes pressupõe uma inquietação com a realidade – inquietação com a dominância de modelos em substituição da coexistência – o que termina por se exprimir na consciência de que as exibições cineclubistas exaltem um caráter excepcional. Seja porque as obras não foram lançadas comercialmente no país, seja porque justamente são nacionais e não encontraram praça para circular, seja porque a cidade onde a iniciativa ocorre não possui um cinema sequer . A difusão de singularidades como norte a ser perseguido nos desperta para a importância de re-entrelaçar (e/ou estabelecer) o longo trajeto de codificação e decodificação , no sentido proposto por Stuart Hall (2003), através de circuitos subalternos de bens culturais.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Lista de Mudanças - 2004
Preciso ler mais e mais e ainda mais rápido. Preciso comprar (ou ganhar =P) uma gaita (e/ou uma flauta), aprender a tocá-las e tentar não desistir em uma semana – afinal quem nunca quis sair pululando no meio da grama abraçado aos seus próprios chiados? Preciso ver alguns filmes para a cadeira de cinema, comandada pela suposta noiva de Tarantino e continuar a ver outros filmes que vejo só para mim. Preciso ter prontas sobre minhas mãos antes do Natal, as camisas de ‘Lain’ e o sorriso irônico de Jim Morrison. Preciso ir à feirinha da Bom Jesus e espero realmente que os trapezistas de linhas ainda estejam presos no pequeno varal. Preciso deixar de ser refém do que escrevo, do que sonho nas noites insônes e do que penso sem ninguém saber. Preciso não me preocupar tanto com o que eu bebo, com o que fumo ou com o que beijo. E preciso mandar mais pessoas a merda, d-e-l-i-c-i-o-s-a-m-e-n-t-e.
Preciso prestar mais atenção nas aulas da universidade, tentar ser um pouco mais responsável e me dedicar ao espanhol – e não estou decidido se estou à procura de um estágio. Preciso estimular meu charme ainda que não saiba bem qual seja – talvez o melhor caminho seja mesmo descobri-lo. Talvez deixe pra mais tarde. Preciso comer mais frutas pela manhã e pela noite, tomar mais água o dia inteiro e dormir bem menos horas do que o habitual. Seria uma boa se pudéssemos adiar a preguiça. Preciso variar os meus dias, me libertar de uns típicos estigmas e colocar os sempre velhos discos novos para tocar. Na verdade, eu preciso pegar uns ônibus errados de vez em quando e me perder achando tudo muito lindo. Talvez eu precise apenas dos sorrisos não falsos e dos abraços mais fortes. Preciso das pessoas, das árvores que sempre estiveram por lá e do clima de interior no coração da cidade. Preciso das histórias bonitas e preciso começar. Realmente, pedras são ótimas.
(escrito em setembro de 2004)
Engajamento Ltda
(escrito em 7 de novembro de 2005)
Automatizando
(escrito em 17 de novembro de 2005)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Recorrência
- Mas para que você precisa de um calendário se todos os seus dias são iguais?
(escrito em 20 de outubro de 2005)
terça-feira, 21 de julho de 2009
Procrastinação
Theodor Adorno.
Tempo Livre
editando meu profile do orkut
Adoro tooodo esse tipo de coisa que passa na tv.
¬¬
(escrito em 12 de dezembro de 2005)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Fingimentos
Treinamento
sábado, 18 de julho de 2009
Mudando




segunda-feira, 13 de julho de 2009
Descobrindo o mundo
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Be Kind Rewind
domingo, 5 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Béla Tarr no Cineclube Dissenso!
Caros, neste sábado (20), às 14h, daremos continuidade as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Para quem ainda não teve a oportunidade de participar de uma das sessões anteriores, a ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade. Contemplaremos dessa vez uma das peças-chave do cinema europeu contemporâneo: o cineasta húngaro Béla Tarr. Conhecido pela lendária obra-prima de sete horas e meia Satantango (1994), Béla Tarr tem nos apresentado nas últimas décadas um universo cinematográfico extremamente pessoal e desafiador. A sessão contará com a exibição de um de seus filmes mais recentes, As Harmonias de Werckmeister (2000), um misterioso retrato de uma pequena cidade do interior da Hungria transformada com a chegada de uma baleia gigante empalhada.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surgiu a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
As Harmonias de Werckmeister (Béla Tarr, 2000, Hungria)
Sábado, 20 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 91684304terça-feira, 16 de junho de 2009
Jogatina Sentimental
Walter Benjamin, Rua de Mão Única, P. 104/105
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Troquem as cornetas!
Agradecido.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
crises antecipadas de meia-idade
Contando
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Mais dissenso!

A ideia, que é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, contempla dessa vez esse mestre do cinema oriental ainda pouco conhecido por aqui. Teshigahara se distingue na cinematografia japonesa como uma voz que soube, como poucas, aliar suas intenções estéticas com uma preocupação social que refletisse as condições da população de seu país, importando-se com a manutenção da identidade individual.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Ako (Hiroshi Teshigahara, 1965, Japão)
Otoshiana (Hiroshi Teshigahara, 1962, Japão)
Sábado, 13 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida
9168-4304terça-feira, 9 de junho de 2009
Ovelhas Negras
Festas
Dessa maneira os canos terminam entupidos.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu quero mais é release!

Neste sábado (06), às 14h, tem início as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As sessões, com entrada gratuita, serão realizadas semanalmente no Cinema da Fundação e seguidas por debate aberto ao público. A ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade.
Em sua primeira semana, serão exibidos o curta Esse Filme Deve Ser Visto no Cinema, do pernambucano Chico Lacerda, e Benny´s Video, do diretor austríaco Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes esse ano e se tratando de Haneke é melhor não cairmos na sinopse para não estragar a surpresa.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Benny´s Video (Michael Haneke, 1992, Áustria)
Este Filme Tem Que Ser Visto no Cinema (Chico Lacerda, 2009, Brasil)
Sábado, 06 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 9168-4304
dissenso@gmail.com
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
..
Pior que eu admiro essa perspicácia de terceira.
sábado, 30 de maio de 2009
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
QUE?
Isso é culpa da UFPE, do MEC, MINHA, de QUEM?
terça-feira, 26 de maio de 2009
=D
Revista Quem
Eita, tem a Suzana Vieira que, segundo a própria, não envelhece.
Surpresas da TV Brasil - 2
Surpresas da TV Brasil - 1

Mas voltando rapidamente ao "Menino da Calça Branca", além da fotografia, fiquei especialmente comovido com a espontaneidade do garoto, cujas andanças, expressões e brincadeiras nas ruas, acompanhada e registrada por uma segunda andança, a da câmera, nem sempre na mesma direção, me transportou completamente a um imaginário da infância e não necessariamente da minha infância. Senti o onírico, mas não o nostálgico - que, na verdade, seria um nostálgico inventado, daqueles quando nós, na linha jovens de menos de 30 anos, buscamos um 1968 no baú de lembranças. Pois é, nesse caso não rolou identificação: nem de fato, nem inventada. Talvez justamente esse distanciamento entre a minha infância e a infância do garoto tenha facilitado e inocentado minha entrada na diegese proposta, sem que eu, interferisse com a minha própria diegese. Sem contar que ver o Ziraldo de surpresa na tela me encheu de uma alegria inexplicável. É isso aí, inexplicável. Pra não dizer que não falei das sinopses, basicamente a história se foca em um menino do morro que ganha de natal uma calça branca - algo que parecia esperar há tempos - e toma aquele presente como uma transformação imediata em sua vida de menino do morro. Eis que então desce ao asfalto, todo cuidadoso para não se melar e imita o mundo dos adultos de calças brancas: os gestos, a forma de andar, de se portar e estar no mundo. A narrativa é muito simples e fofa - e sei que essas palavras não seriam as ideais - mas a escolha de colocar um final triste funciona muito como o despertar de um sonho por um soco na porta do quarto: a bola bate na lama, a lama bate na calça branca e o menino volta pro morro. Daí pra ficar emotivo é um passo, especialmente pela percepção da influência do Sérgio Ricardo enquanto compositor sobre o Sérgio Ricardo diretor, algo que dita um ritmo onde o visual parece seguir uma direção auditiva. Obviamente esse processo ganha força e se aperfeiçoa através da edição realizada pelo mestre Nelson Pereira dos Santos. Acho que não é clichê dizer que essa sua criação audiovisual - e imagino que as outras também dada sua trajetória - se interliga simbioticamente com a criação musical. Dessa forma, nem preciso dizer que existe a música "o menino da calça branca". O curta recebeu o prêmio 'Berimbau de prata' no I Festival de Cinema da Bahia em 1962. Berimbau de prata, minha gente?
o_O
A Bahia às vezes me mata de vergonha.
Daí terminou o filme e vi na propaganda que na sequência ia passar Serras da Desordem, do Andrea Tonacci, uma das produções brasileiras de maior provocação estética sobre o que é, não é, não é mais, foi e será a linguagem audiovisual, especialmente do documentário. Se não tivesse com tanto sono, topava na boa pela terceira vez.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Destino
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Refilmagem e Continuação
Viva Joseph Campbell e os arquétipos universais.



